Thais Godinho: Produtividade Criativa

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May
30

Eu fui: O triunfo da cor

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Aí tem umas coisas que você não pode deixar de ir ver mesmo. Até exposições que podem soar um pouco bagunçadas para quem gosta de arte (“artistas pós-impressionistas” são muitas, muitas pessoas, com muitas, muitas técnicas diferentes), mas o foco foi efetivamente o uso da cor e sua evolução estética, e lá fui eu, Thais, aproveitar a oportunidade de ver de perto obras tão especiais que, se não fosse pela em breve finada (aguardem) Lei Rouanet, teria que visitar o Museu d’Orsay para conhecer (não que seja enorme sacrifício, mas não tenho intenção de fazê-lo tão brevemente).

Eu fico bastante emocionada na presença dos quadros do Van Gogh porque as pinceladas dele são extremamente marcantes, por isso gostei muito do primeiro módulo da exposição, marcada justamente pela exploração das cores primárias. Cézanne e Toulouse Lautrec são outros dois preferidos. Mas sinceramente fiquei impressionada com o trabalho de Paul Ranson e todo o módulo dos Nabis: parecia que você estava acessando uma espécie de portal ao entrar na galeria e ver aqueles quadros de perto todos juntos. É uma experiência emocional, de fato. Não há nada que se compare. Sei lá, questão de química. O negócio mexe com você por dentro de uma forma!

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Eu <3 arte.

[accordion title=”Saiba mais: sinopse da exposição, informações e como ir”]

O triunfo da cor reúne, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), quadros de mestres do pós-impressionismo, como Vincent Van Gogh, Paul Gauguin, Toulouse-Lautrec e Paul Cézanne. São artistas de tendências distintas que se reuniram em Paris no final do século XIX, buscando, através do uso das cores, libertar-se do naturalismo na pintura. Lançaram, assim, os alicerces da arte moderna. As 75 obras foram emprestadas pelo Museu d’Orsay, prestigiosa instituição francesa. Entre elas há quadros como A italiana, retrato que Van Gogh fez de sua modelo e amante Agostina Segatori, e Mulheres do Taiti, obra que inaugura uma revolução na pintura de Gauguin.

Com curadoria de Guy Cogeval, presidente do Musée d’Orsay; de Pablo Jimenéz Burillo, diretor cultural da Fundación MAPFRE; e de Isabelle Cahn, curadora do Musée d’Orsay, a mostra pretende repetir o feito da exposição Impressionismo: Paris e a modernidade, que foi a terceira mais visitada do mundo, em 2012, e marco de uma nova relação do público com as artes e grandes nomes da pintura.

A exposição está dividida em quatro módulos. O primeiro é A cor científica, uma seleção de obras inspiradas nos estudos de Michel Eugène Chevreul, cuja técnica consistia em aplicar na tela pontos justapostos de cores primárias e que se tornou muito conhecida nas mãos de Van Gogh.

O segundo módulo, No núcleo misterioso do pensamento. Gauguin e a escola de Pont-Aven, inclui obras de Paul Gauguin e Émile Bernard a partir de uma pintura sintética, com cores simbólicas e a presença de desenhos nos contornos e silhuetas, refletindo mundo interior e poético.

No módulo três, Os Nabis, profetas de uma nova arte, o tema é a ideologia de um grupo de artistas que defendia a origem espiritual da arte, utilizando a cor como elemento transmissor dos estados de espírito. Já o quarto e último módulo, chamado A cor em liberdade, apresenta obras de artistas do final do século 19 e início do século 20, com inspirações que vão da Provence à natureza tropical.

O triunfo da cor é mais uma exposição histórica sobre arte moderna e ficará em cartaz, no CCBB de São Paulo, até 7 de julho. Depois, irá para o CCBB RJ, podendo ser visitada de 20 de julho a 17 de outubro. Mais informações estão disponíveis no site do CCBB.[/accordion]

 

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