thais godinho

Vinhos

O que fazer com vinho que você não gostou?

É muito frustrante comprar um vinho que parece promissor mas não gostar dele. Às vezes o paladar simplesmente não bate. É questão de gosto.

Em vez de você simplesmente jogar fora, use para cozinhar. Mesmo vinhos que você não goste servem maravilhosamente bem para cozinhar.

Dicas de modo geral:

  • Usar bebida alcoólica na comida faz com que os sabores fiquem realçados. Então segure a mão nos molhos, por exemplo, que podem ter muitos elementos. Saiba que todos os ingredientes serão realçados, então use o vinho para realçar algo que você queira destacar mais – por exemplo, um queijo gorgonzola.
  • Você pode usar vinho nos seguintes pratos: molhos para massas, marinadas de aves e carnes, ensopados, sopas, molhos frios. Doces: recheios de bolos e tortas, sobremesas cremosas, umedecer biscoitos e massas.
  • Use vinhos que você beberia com aquele prato. Exemplo simples: se você não beberia vinho tinto seco com uma massa de molho branco com camarões, não use esse tipo de vinho para cozinhar esse prato.
  • O álcool evapora ao ser cozido junto com a comida, e assim fica apenas o sabor do vinho.
  • A quantidade depende muito do seu feeling ao cozinhar. Pouco quase não trará sabor, mas muito pode ser exagerado. Claro que depende da receita. Pondere.

No final das contas, fico até feliz quando pego um vinho que não gosto tanto, porque assim me sinto livre para cozinhar usando a bebida sem me sentir culpada por estar “gastando” o vinho. rsrs

Como eu comecei a me interessar por vinhos

Eu pretendo escrever muito sobre vinhos por aqui, então é melhor começar por algum lugar. Vou contar então por que, quando e como comecei a me interessar por eles.

São alguns pontos relevantes da minha vida que são significativos a esse respeito, a saber:

  1. Quando fiz a cirurgia da redução do estômago, no ano passado, passei a valorizar muito mais a qualidade dos alimentos que ingeria. Por isso, não queria comer porcaria, muito menos beber, e então cheguei aos vinhos.
  2. Tudo o que envolve o mundo do vinho é muito, muito interessante. Uvas, terroirs, regiões, produtores, clássicos. O cara para ser sommelier tem que estudar muito, e eu gosto de coisas que você precisa mergulhar no assunto para ser bom.
  3. Estudar os vinhos é estudar história, porque está tudo interligado! E eu amo história.
  4. Uma das coisas que mais tenho como princípio na vida é curtir a vida propriamente dita. E, quando penso no universo do vinho e tudo o que ele envolve (receber pessoas, estar entre amigos, conversar, dar risada, curtir muito), simplesmente me parece uma coisa que se encaixa muito bem na minha vida hoje.

Aí eu acredito que tenha começado como todo mundo que um dia começou a se interessar por isso: experimentando vinhos em restaurantes ou testando rótulos do mercado e vendo do que gostava mais.

A partir daí, comecei a pesquisar sobre harmonização. Para poder pedir direitinho no restaurante. O que combina com essa pizza? Com essa carne? E com um macarrão que tenha frutos do mar?

O assunto foi ficando cada vez mais interessante, e aí eu fui atrás do que sempre vou quando me interesso por algo: livros. Comprei um, depois outro. Vi todos os documentários relacionados no Netflix. Comecei a ver vídeos no YouTube. Fiz um curso. Organizei um cantinho escuro em casa para a minha adega. E assim foi.

Apesar de ter “fazer um curso de sommelier” na minha lista de “algum dia / talvez”, não tenho o propósito de trabalhar com isso – apenas quero conhecer muito, por prazer (e lazer) mesmo. É maravilhoso – assunto que não acaba nunca e aprendizado igualmente infinito.

Estou super começando mas quero ir compartilhando minhas descobertas por aqui porque, afinal, a vida é boa.