thais godinho

Comida Italiana

Minha saladinha básica do dia a dia

Gosto de ter lanches saudáveis para o dia a dia e saladas são boas opções. Eu também sempre busco me alimentar com salada nas refeições principais, especialmente quando almoço ou janto fora de casa. Esse foi um princípio que me coloquei para 1) ser sempre saudável, 2) ser fitness (kkk) e 3) go vegan.

Tem uma saladinha que é a minha básica do dia a dia mesmo – aquela que eu faço sempre que estou com pressa ou sem criatividade.

  • alface
  • azeite extra-virgem da melhor qualidade possível
  • sal
  • pimenta preta moída na hora
  • parmesão ralado na hora
  • castanha-do-pará ralada na hora
    (aqui está o único ingrediente não-italiano da receita)

Todos os detalhes fazem muita diferença para a qualidade do prato, para mim. A coisa de ralar o parmesão na hora, moer a pimenta na hora… pode parecer besteira, mas muda muito o sabor, além de me dar mais aquela sensação de cuidado com o que eu estou comendo.

Como comentei ali em cima, gosto da alface americana, mas sinceramente uso o vegetal que estiver na minha geladeira no momento. Só não gosto de alface lisa, mas é comum substituir por alface crespa, repolho, acelga ou radicchio.

Para servir, uso um bowl pequeno. Preparo em 3 minutos e funciona muito bem a qualquer hora do dia.

Obviamente esta é uma versão simples e básica, que eu mesma às vezes complemento com outros ingredientes, dependendo do tempo disponível e do que tenho na minha despensa. Você pode acrescentar o que você quiser, de tomates a tirinhas de frango ou croutons. É só uma salada-base.

Esses pratos-coringa são uma mão na roda no dia a dia e uma opção MUITO melhor que comer industrializados ou “coisas de trigo” na hora dos lanchinhos.

O que fazer com vinho que você não gostou?

É muito frustrante comprar um vinho que parece promissor mas não gostar dele. Às vezes o paladar simplesmente não bate. É questão de gosto.

Em vez de você simplesmente jogar fora, use para cozinhar. Mesmo vinhos que você não goste servem maravilhosamente bem para cozinhar.

Dicas de modo geral:

  • Usar bebida alcoólica na comida faz com que os sabores fiquem realçados. Então segure a mão nos molhos, por exemplo, que podem ter muitos elementos. Saiba que todos os ingredientes serão realçados, então use o vinho para realçar algo que você queira destacar mais – por exemplo, um queijo gorgonzola.
  • Você pode usar vinho nos seguintes pratos: molhos para massas, marinadas de aves e carnes, ensopados, sopas, molhos frios. Doces: recheios de bolos e tortas, sobremesas cremosas, umedecer biscoitos e massas.
  • Use vinhos que você beberia com aquele prato. Exemplo simples: se você não beberia vinho tinto seco com uma massa de molho branco com camarões, não use esse tipo de vinho para cozinhar esse prato.
  • O álcool evapora ao ser cozido junto com a comida, e assim fica apenas o sabor do vinho.
  • A quantidade depende muito do seu feeling ao cozinhar. Pouco quase não trará sabor, mas muito pode ser exagerado. Claro que depende da receita. Pondere.

No final das contas, fico até feliz quando pego um vinho que não gosto tanto, porque assim me sinto livre para cozinhar usando a bebida sem me sentir culpada por estar “gastando” o vinho. rsrs

Pão de alho romano (bruschetta)

Eu sou muito antiga e romântica, e o que os outros chamam de bruschetta eu chamo de pão de alho romano.

Na verdade, se você for pegar a origem do termo, vem lá de Roma a palavra bruscare, que significa (veja só) “torrar”. Isso serve tanto para uma fatia de pão quanto para um grão de café, mas o fato é que a palavra bruschetta vem daí, meus caros.

Bruschetta é um “prato”, uma iguaria tipicamente italiana, que é composta basicamente de um pão torrado regado com muito azeite de oliva. Todo o resto é invenção e inovação, hehe.

O que acontece é que, na Roma antiga, entre o outono e o inverno (frio!), a produção do azeite de oliva era finalmente concluída, então era tradição tostar um pãozinho e experimentar a nova leva de azeites, novinhos em folha, verdinhos e aromatizados.

Da Roma antiga a bru-bru (como chamamos carinhosamente aqui em casa) se espalhou para o resto da Itália, incorporando outros ingredientes (o que também é maravilhoso). Hoje, o mais comum é termos pelo menos alho e tomates, o que eu aceito de bom grado (inclusive é a minnha combinação preferida).

Sério, quer me deixar feliz, faz uma bru-bru. É a minha principal comfort food.

Receita básica

Coloque o forno para pré-aquecer enquanto você fatia 6 dentes de alho (eu gosto MUITO de alho e por isso uso 3 dentes por “metade de pão”, caso use pnao francês, aquele de padaria, mas você pode usar menos alho se preferir).

PS 1: Algumas pessoas gostam de picar ou de amassar o alho. Fica totalmente a seu critério. Eu gosto de fatiar porque gosto do sabor do alho, mas é importante você deixar o alho do jeito que você gosta mais.

PS 2: Se você for sensível a alho, talvez você prefira fazer outra receita!

Terminou de fatiar? Então agora você vai pegar o pão. Eu uso pão francês mesmo, porque é o pão do dia a dia. Ele nem precisa estar fresco – pode usar pão envelhecido. A bru-bru tradicional é feita com pão de crosta grossa, mas nem sempre tenho em casa. Se você tiver, melhor! Mas não deixe de fazer caso não tenha. Se usar pão francês, corte no meio e use 3 dentes de alho fatiados em cada metade.

Eu gosto de “amassar” o centro de cada fatia do pão para que eles fiquem como uma “canoinha” e segurem o recheio. É muito chato querer colocar o recheio depois e ficar caindo para os lados, especialmente na hora de comer!

Um truquezinho extra que eu tenho é umedecer (com água mesmo) os pães antes de colocar o alho em cima. Isso faz com que eles demorem mais para assar, o que faz com que o alho asse mais também. Fica a dica!

Afundou o pãozinho e molhou? Hora de colocar o alho em cima e levar ao forno. Eu deixo em forno super baixo, tipo entre 180 e 200 graus, durante 15 minutos. Teste seu forno. Já fiz em 10 e já fiz em 20, dependendo da potência do forno em questão.

Com a bru-bru no forno, abra uma garrafa de vinho. Para a receita? Não, porque é gostoso mesmo. Vá curtindo o clima. Minha sugestão aqui é ficar na Itália e pegar um bom vinho de uva Primitivo. Minha nossa, melhor escolha!

Aberto o vinho e a tacinha ao lado, lave os tomates (quanto mais maduros, melhor!). Eu uso meio tomate para cada fatia de pão, o que dá um único tomate para esta receita que eu estou fazendo (se quiser fazer para mais pessoas, basta duplicar ou triplicar as quantidades).

Eu lavo bem os tomates, corto em quatro pedaços e tiro as sementes, porque não gosto de sementes. Aí, corto em pedaços de mais ou menos 1cm cada e reservo.

Quando o pão estiver pronto, basta tirar do forno, colocar em um prato bonitinho e acrescentar os tomates “dentro do seu barquinho”. Ou seja, em cima de cada pão. Não se preocupe se o pão ainda etsiver úmido no meio, por causa da água. O importante é que esteja quente.

Depois de colocar o tomate, salpique sal a gosto. Eu também gosto de colocar uma pitada de pimenta do reino.

Eu gosto de ralar queijo parmesão em cima (não muito, só para dar um gostinho) e, depois, rego com um bom azeite de oliva. Atenção, pelamor: nada de usar queijo ralado de saquinho. Queijo ralado na hora, ou daqueles que você compra em potes no mercado. Isso deixa o queijo mais macio. Aliás, vale a pena sempre ter uma pecinha de um bom parmeggiano em casa. Serve para saladas, carnes, massas etc.

Finalizo com algumas folhinhas de manjericão (sempre fresco).

Algumas pessoas gostam de complementar a bru-bru com pesto de azeitonas pretas ou fatias de aliche. Sinceramente, o céu é o limite quando se trata de bruschettas. Dá pra fazer um monte de combinações.

A pessoa que vem na minha casa inevitavelmente será recebida um dia com uma entradinha de bruschettas porque, bem, taí algo que agrada a todos.

Sirva sempre enquanto ainda estiver quente. <3