A Bia, do Bramare, me indicou para responder essa TAG chamada “Know your blogger” (Conheça seu blogueiro, em português) em 2014, e eu trago a versão atualizada para este blog pessoal. Obrigada, Bia!

A ideia é que os leitores do blog conheçam um pouco mais sobre a blogueira que escreve no blog em questão.

Para isso, a Bia enviou 11 perguntas que eu preciso responder e também preciso listar 11 curiosidades sobre mim. Vamos lá?

11 curiosidades sobre mim

1. Meu pai era guitarrista e minha mãe é artista plástica. Por esse motivo, nunca tive uma criação muito convencional. As músicas que lembram a minha infância são de bandas e pessoas como Deep Purple, Rainbow, Van Halen e Malmsteen. Eu adorava ficar no estúdio enquanto meu pai ensaiava com a sua banda ou dava aulas de guitarra. Tenho diversos ex-alunos dele no meu Facebook, que lembram de mim quando eu era criança. Acho isso muito engraçado! Por fim, acabei aprendendo a tocar também, porque era uma coisa natural para mim.

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2. Toco alguns instrumentos. Comecei tocando teclado, depois fui para o violão, baixo, guitarra e bateria, nessa ordem. Obviamente, não toco com maestria nenhum deles, mas me viro muito bem. Quando era criança, queria ter aprendido a tocar violino, mas nunca tive a oportunidade. Na adolescência, comecei a compôr e a montar bandas com meus amigos. Já tive diversas bandas, a maioria cover dos Beatles. Gosto muito de tocar e compôr, mas não tenho mais pique para a rotina de músico de virar a noite aos finais de semana. Meu marido ainda é músico.

3. Nós nos conhecemos porque eu estava procurando pessoas para montar uma banda cover dos Beatles composta apenas por meninas. Coloquei o anúncio em um mural do fã-clube que existia no Centro de SP, em uma galeria, ele viu e me ligou. E disse que sabia que eu estava procurando meninas, mas ele e o seu primo sempre quiseram montar uma banda cover dos Beatles e nunca tinham conhecido ninguém! Por fim, eles acabaram entrando na minha banda e ficamos muito amigos. Algum tempo depois, ele se declarou e nós começamos a namorar. Já faz mais de 18 anos.

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4. Sou apaixonada por ufologia e, quando era criança, colocava a Marcha das Valquírias para tocar bem alto e ficava olhando para o céu, achando que veria discos voadores. Desde pequena, sempre gostei muito do assunto. Já li diversos livros, comprava a revista UFO, mas há cerca de uns três ou quatro anos eu me desinteressei um pouco sobre o assunto, talvez por já ter lido de tudo. Porém, o espaço ainda me fascina e eu adoro pesquisar e ler a respeito. Meu pai tinha uma luneta (que quebrou-se) e eu adoraria ter outra novamente, um dia. Queria ensinar essa paixão para o meu filho também, porque somos tão insignificantes perto da imensidade espacial!

5. Criei meu primeiro blog em 2001, ou quando realmente tive acesso à Internet. Sempre gostei muito de escrever e, mais nova, comecei a criar fanzines. Tive um fanzine dos Beatles que tinha grande circulação até nos anos 90, chamado “The Beatles Diary”. Os fanzines já tinham a mesma pegada dos blogs, se parar para pensar: conteúdo autoral sobre assuntos específicos, novidades, montagens. Por isso, quando comecei a acessar a Internet com frequência, queria transpôr isso para o mundo virtual, e comecei criando um blog só meu. De início, ele era pessoal. Em 2002, criei um blog sobre os Beatles (o “Roll Over Beatles”) e, em 2004, um blog sobre ocultismo e paganismo. O Vida Organizada veio só em 2006.

6. Outro assunto pelo qual sou fascinada é ocultismo no geral, o que inclui paganismo, mitologias, bruxaria, magia, teosofia, tarô e outros relacionados. Acho que isso vem do fato de gostar muito de História, porque o período medieval e das inquisições sempre me deixou curiosa sobre isso. Adoro ler a respeito, tenho muitos livros. Em 2004, criei um blog chamado Bruxaria.net, para expôr estudos sobre história mesmo (comecei com um ensaio sobre a Joana D’Arc), que acabou crescendo e virando o maior portal em português sobre o assunto. Acabei tirando do ar há alguns anos, porque abracei outra religião (Budismo). Mas ainda gosto de ler muito a respeito.

7. Conheci o Budismo mais ou menos em 2008, na minha fase minimalista pós-Thoreau. Já tinha uma ideia, claro, mas nunca tinha pesquisado a respeito. Depois de ler “Os vagabundos iluminados”, do Jack Kerouac (um dos meus livros preferidos de todos os tempos), comecei a me envolver mais. Comprei livros do Dalai Lama, sobre zen budismo e, assim, fui me aprofundando. Depois de ter uma crise nervosa associada a síndrome do pânico no ano passado, eu resolvi abraçar de vez para aprender a acalmar a minha mente. Procurei um centro budista na minha cidade (estava morando em Campinas) e descobri que ficava perto da minha casa. Também foi uma incrível coincidência eu estar lendo (e me apaixonando) pelo livro de um autor que era justamente o fundador da tradição daquele centro. Comecei a fazer cursos de meditação e a me envolver cada vez mais na religião. Virei budista de fato. Nunca tinha tido uma religião (de frequentar, fazer as práticas) e foi uma experiência interessante. Ao mudar para São Paulo, deixei de frequentar o centro, mas continuo fazendo a minha prática em casa e na vida.

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8. Não tenho carta de motorista e não sinto a menor falta. Todo mundo me fala como é extremamente necessário ter carta de motorista, mas eu sinceramente me vi poucas vezes em situações quando só a carta de motorista me salvaria. No geral, uso táxi ou condução em São Paulo, o que me dá tempo para ler, pensar na vida e outras coisas em ritmo mais devagar, contrariando o dia a dia. Temos carro e meu marido tem carta, para emergências. Enfim, comento isso como curiosidade porque todo mundo fica chocado quando eu digo que não tenho carta (o que diz mais sobre a pessoa que sobre mim, sabe).

9. Eu já quis fazer muitas coisas na minha vida, inclusive faculdade. Já pensei em Moda, Direito, Astronomia, Pedagogia, Psicologia, História. Prestei vestibular para Jornalismo, passei e achei que fosse minha vocação. Escrever era, mas na época eu fiquei em uma crise tremenda achando que não queria fazer Jornalismo. Tranquei o curso e fui fazer Publicidade, onde me encontrei. Mas minha missão mesmo só descobri muito tempo depois, com o blog. Então eu acredito que a gente não tenha que ter pressa para encontrar aquilo que nos traz à Terra, mas a vida não deixa de passar por conta disso. Vá fazendo as escolhas mais coerentes possíveis com aquilo que você acredita, mas certezas mesmo nunca teremos.

10. Vale a pena dizer, para quem ainda não percebeu, que eu sou muito fã dos Beatles. Não poderia descrever aqui tudo o que já fiz na vida relacionado a isso. Meu marido também gosta e o nome do nosso filho é Paul porque… bem, dispensa apresentações. E é engraçado como ele também já virou fã, mesmo sem a gente forçar nada – apenas por nos ouvir escutando as músicas etc. Depois dos Beatles, minha banda preferida é o KISS. Tirando essas duas bandas, no geral gosto muito de diversos tipos de música, mas meus gêneros musicais preferidos são rock e música clássica. Dificilmente ouço outra coisa. Apesar de gostar dos Beatles (o maior clichê da música), adoro metal. Mas muito. Acredito que seja bastante por influência do meu pai, porque sempre vivi nesse meio e o som pesado das guitarras é como se fosse música de ninar para mim. Gosto desde as bandas iniciais (Black Sabbath, MC5) até as bandas norueguesas de black metal. E acho extremamente eficaz para trabalhar! É o meu “barulho branco”.

11. Não sei bem se é uma curiosidade, mas amo livros, escrever, ler e todo o universo relacionado. Tenho hoje quase 800 livros e contando. Estou tentando reduzir, trocar mais, dar livros de presente, mas sempre compro novos também. É a minha válvula de escape.

11 perguntas feitas pela Bia

1. Qual a sua lembrança mais feliz da infância?

Tive uma infância bem aproveitada. Gosto de lembrar de quando acordava, que todos os dias minha mãe deixava uma cartolina desenhada para eu colorir. Ela fazia desenhos diversos como estrelas, bonecos, personagens de desenhos que eu gostava. Todos os dias eu acordava curiosa querendo saber quais eram os desenhos do dia para brincar.

Também lembro do meu pai tocando e de estar sempre no meio da banda, indo para lá e para cá com os músicos, rodeada por instrumentos e amplificadores na minha casa.

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Outra lembrança forte eram as viagens que fazíamos frequentemente para o litoral norte, especialmente Camburi e Trindade. Nós acampávamos e ficávamos dias lá, como se o tempo passasse de maneira diferente. Eu gostava muito dessa coisa de ir para a praia durante uns 10 dias e me desligar totalmente da “vida real”, mesmo sendo só criança.

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2. E a viagem dos sonhos, para onde seria?

Quero viajar para diversos lugares e conhecer muitos países, então tenho várias viagens dos sonhos.

A primeira que me vem em mente é para a Itália. Depois também quero levar meu marido e meu filho para os Estados Unidos, para irmos à Disney e à New York.

Agora, minhas viagens pessoais… Sonho em conhecer a Inglaterra, que deve ser o país perfeito (pelo clima, pela história, pela música, pela introspecção e educação das pessoas). Gostaria de conhecer também a Escócia e o País de Gales. Tem também um tour pelos castelos europeus, que deve ser maravilhoso. Tenho vontade de conhecer a Irlanda e a Rússia. Gostaria de ir para a Romênia e conhecer a Transilvânia. Queria ir para a Noruega e a Islândia. Na América do Sul, queria conhecer Macchu Picchu e o Chile. E a Ilha de Páscoa. Enfim, muitos lugares.

3. Você se preocupa com o que come diariamente? Alimento pra você é apenas combustível ou fonte de prazer?

Eu me preocupo sim porque tenho algumas restrições alimentares, além de passar a ter mais cuidado com o meu corpo, com o passar dos anos. No entanto, para mim é tanto combustível quanto fonte de prazer. Passamos grande parte da nossa vida comendo e, enquanto comemos, estamos conversando, alimentando relação interpessoais. Comer é cultural, e ninguém merece sofrer com isso.

4. Conta pra mim: qual o filme da sua vida?

“A sociedade dos poetas mortos”. Por tudo o que representa: o resgate à literatura (especialmente poesia selvagem), o professor maravilhoso que incentiva o melhor de cada um, a busca pelos sonhos, a rebeldia contra sistemas ineficientes, as relações humanas, a criatividade.

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5. No trabalho, qual é o seu cenário ideal: rotina das 9 às 6 no escritório ou home office? Por quê?

O cenário ideal é ter autonomia sobre o meu trabalho e a possibilidade de empreender sendo tanto autônoma quanto com carteira assinada. Infelizmente, poucos empregos oferecem isso, então é natural que alguém que tenha esse ímpeto acabe saindo para voar sozinho.

Não me preocupo com a rotina, porque é uma forma legal de se organizar. Sou contra mesmo a falta de liberdade caso, se eu precisar trabalhar mais reservada, não puder trabalhar em casa, por exemplo. Então, o modelo de escritório não funcionaria para mim, nesse ponto.

Home-office é uma delícia na prática justamente pela flexibilidade, mas acho muito mais difícil no dia a dia. Dá vontade de acordar mais tarde, de fazer outras coisas. Tenho um filho pequeno, então me sinto mal por não estar com ele quando estou trabalhando. Também posso ficar muitos dias em casa, sem ver outras pessoas. Claro que todas essas são situações solucionáveis, mas são uma tendência no home-office.

Por fim, independe muito da questão da rotina, mas das condições de autonomia mesmo.

6. Qual é a coisa que mais te apavora na vida?

Acontecer alguma coisa ruim com o meu filho.

7. Você é uma pessoa de casa ou apartamento?

Amo casa, o espaço, o quintal e a liberdade. Hoje em dia, no entanto, prefiro as regalias de morar em um bom apartamento, silencioso, com segurança, portaria 24 horas e uma pessoa pegando meu lixo na porta duas vezes por dia.

E adoro a vista de cima de um apartamento. Gosto de ver a cidade de noite.

8. Qual o seu guilty pleasure de consumo?

Livros. Compro muitos livros.

9. Momento confissão: a maior gafe que dei foi…

Não consigo me lembrar de nenhuma no momento, mas já dei várias.

10. Sucesso pra você é…

Viver uma vida coerente com os meus valores.

11. Flash forward: Daqui a 5 anos o que você se imagina fazendo?

Já pensei muito sobre isso e hoje acho mais difícil antever. Gosto de trabalhar com visões – a visão da minha vida para daqui a 3 ou 5 anos.

Hoje estou bastante centrada e sabendo o que quero (e o que não quero) para mim.

Já quis construir um império de organização e ser uma espécie de Martha Stewart brasileira. Ter uma empresa com parede de vidro e vista para a Faria Lima. Uma revista de organização, um canal de TV, uma equipe gigantesca para administrar.

Quando penso nesse cenário, fico me perguntando onde está a minha família nesse processo. Porque tocar uma corporação não é fácil. Demanda muito tempo e dedicação, além do estresse que é administrar pressão de investidores, equipes dando problemas e números que não param de mudar. É claro que é um caminho maravilhoso e de grandes realizações, mas não é o que eu me imagino fazendo.

Um grande aprendizado da minha vida este ano foi descobrir que as coisas não são “8 ou 80” e que há rotas alternativas ao que se considera “sucesso nos negócios”.

Daqui a 5 anos, portanto, eu espero estar tão centrada quanto estou hoje, com relação aos meus valores. Tudo o que faço hoje na minha vida tem a ver com eles. Eu espero manter isso, apenas. Não tomar decisões baseadas no dinheiro ou em outros fatores. Quero curtir a minha família nesse tempo. Meu filho vai crescer. Eu quero estar com ele.

Pretendo sim ter alcançado uma boa estabilidade financeira, de modo que dinheiro não seja um problema e eu possa ajudar outras pessoas da minha família – minha mãe, minha sogra, minhas sobrinhas. Quero ser aquela tia legal que sempre leva para viajar, conhecer lugares bacanas, pode ajudar com os estudos. Ter estabilidade financeira daria segurança para que eu pudesse continuar vivendo de acordo com o que acho certo, sem precisar tomar decisões com base no desespero.

Quero ter uma vida mais calma, mas isso estou construindo aos poucos, sempre com a questão da organização. Apesar de lidar com o assunto há mais de 8 anos, sempre aprendo coisas novas e tenho pontos a melhorar.

Também quero usufruir mais das minhas conquistas. Sofrer menos com pequenas coisas. E é isso.Espero que tenham gostado. 🙂 Adorei, Bia.

14 COMMENTS

  1. Oi Thais! Legal conhecer mais sobre você, estou te seguindo há não muito tempo e agora me sinto bem mais próxima. Enquanto eu lia, fiquei com vontade de perguntar: você tem irmãos ou é filha única?

  2. Oi!
    Adorei conhecer mais sobre você! Acredito que quando a gente conhece um pouco da criação do outro a gente acaba entendendo melhor como a pessoa é.
    Beijo

  3. Amei ver fotos antigas suas e da sua família, eu sou amante do rock e deve ter sido um sonho ter pai músico e viver nesse meio. Quanto a você, sem palavras, não sou tiete de cantor ou ator global ou hollywoodiano mas sou sua fã. Porque vejo que é gente como a gente e leva uma vida leve e coerente.

  4. Thais, te acompanho há anos, pelo menos 4/5 anos e só tenho 21 rs.
    Fiquei muito impressionada e gostei muito de conhecer você mais a fundo, pois te considero bastante, por te acompanhar há muito tempo. Você me inspira!
    Me emocionei com a história com seu marido e já me liguei automaticamente quanto ao nome do seu filho, me emocionei! Que tenha sempre muito amor e paz na sua vida.
    Sua história é linda e muito admirável! <3

  5. Thais, vc me inspira! Ver que você vive uma viva tão coerente me ajuda a perceber que há sim um caminho. Tenho a impressão que essa coerência vem muito do autoconhecimento, de saber o que é importante pra você, não só do que esperam de você. Quando puder, fala um pouco do seu processo de autoconhecimento. Tem algum momento que você considera como determinante nesse processo? Além do GTD em si?

    • Oi Michelle, tudo bem? Obrigada por comentar. Tenho escrito bastante sobre esse tema lá no Vida Organizada. Você tem razão, tem muito a ver sim.

  6. Thaís, já te acompanho há algum tempo no Vida Organizada e Instagram, e gosto muuuuito do seu trabalho. É tipo meu site de “cabeceira”.

    Engraçado que eu nunca tinha visto seu blog pessoal, e esse post simplesmente me deixou tão alegre…são aquelas “sincronicidades” que acontecem na vida que te mostram que você está atento aos sinais.

    Fiquei encantada de saber toda essa sua trajetória com a música, e com outros conceitos e ideias não convencionais. Nunca tive essa impressão sua (e me chamou a atenção você falar em outro post de numerologia e revolução solar), e as coisas meio que casaram, e me trouxeram uma outra imagem de você (melhor ainda), pois, conforme você mesma disse lá em cima, somos tão insignificantes frente ao universo!

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