Thais Godinho: Produtividade Criativa

RSS
Apr
02

Eu assisti: Fragmentado (contém spoilers)

Na semana passada, assisti o filme “Fragmentado” no cinema e saí com falta de ar e sem palavras. Minhas resenhas de filmes costumam ser bem breves, mas gosto de contar como me senti, o que pensei, se gostei ou não etc. Já digo de cara que sim, claro que gostei. Eu adoro todos os filmes do Shyamalan. Porém, o que me deixou speechless foi o final, que ele linka com o “Corpo fechado” (outro filme dele).

bruce-fragmentado

Vamos lá, caso você não saiba do que estou falando: “Fragmentado” traz a história de Kevin (James McAvoy), que possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar. Só que isso é roteiro para o começo do filme. O plot twist dele é inacreditável.

E aí, assim né: já existem várias teorias rolando. A minha preferida é que o Kevin (personagem principal) perdeu seu pai no mesmo acidente de trem que acontece em “Corpo fechado”, o que faria o Mr. Glass (personagem do Samuel L. Jackson no outro filme) ter gerado não apenas o “herói” (personagem do Bruce Willis) como também o vilão (Kevin). Em uma das consultas com a psicóloga, ela tenta abordar a questão de ele ficar esperando pelo pai na estação, o que o deixa sempre muito desconfortável, o que mostra que é um assunto que o incomoda e, o que nos interessa: é uma pista da tal teoria.

Vemos então uma suposta continuação do filme “Corpo fechado” e podemos esperar um embate entre os dois em um terceiro que, pelo que eu li, já está até sendo produzido (!!!). O que eu gosto nessa teoria é a homenagem que o diretor faz ao mundo dos quadrinhos, criando essa nova “mitologia” (será que podemos chamar assim?) de supostos heróis e vilões sem qualquer poder extraordinário ou sobrenatural, mas apenas vindo da mente, que é transformada, de alguma maneira, pelo ambiente onde esses personagens estão inseridos. Adoro a relação entre “Mr. Glass” x “Fragmentado” e o antagonismo de corpo fechado x fragmentado igualmente. Vem coisa boa por aí.

O que eu realmente gostaria de explorar mais (e meu marido já topou fazer uma maratona) são os outros filmes do Shyamalan em busca de possíveis links entre personagens, para ficar mais tranquila de que serão apenas esses três mesmo ou se podemos ver personagens de “Sexto sentido”, “Sinais”, entre outros.

fragmentado

Agora, sobre o filme em si: Shyamalan sendo Shyamalan! Esse cara é genial. A atuação do James McAvoy, como esperado, é impressionante (a mudança de feições em sequência é muito legal de se ver). Também gostei da Anya Taylor-Joy, que parece uma clone da Lia Camargo no filme, e eu já fiquei fã desde a sua atuação em “A Bruxa”. O ritmo do filme é extasiante – cheguei a ficar com um pouco de taquicardia e sem respirar em alguns momentos, inclusive na sequência final. Alguns pontos na atuação do james McAvoy me lembraram o Ewan McGregor e o Jack Nicholson na clássica cena d”O Iluminado” (vide imagem acima).

Uma das coisas que mais gosto no enredo é de ver como a psicóloga de certa forma acabou “criando” a vigésima quarta personalidade do Kevin, ao ficar constantemente alimentando que ele era extraordinário, o máximo etc. Que coisa! A mente é tudo, de fato. E traz totalmente o link com o “Corpo fechado” e outros longas do diretor. Vamos aguardar!

Se você curte os filmes do diretor e gosta de filmes com sequências de tirar o fôlego, certamente você vai adorar “Fragmentado”.

Mar
27

Primeira turma de GTD Nível 2: Projetos & Prioridades

No último sábado, dia 25 de março, aconteceu a primeira turma oficial de GTD Nível 2: Projetos & Prioridades em São Paulo, ministrada por mim. Trata-se de um curso para o qual eu vinha me preparando desde 2015, quando iniciei o processo de certificação com o David Allen em Amsterdam.

agenda-eventos

Foi uma turma lotada, muito especial, com diversos amigos e alunos de outras turmas, e me senti muito privilegiada por ser a instrutora.

Uma nova turma do Nível 2 acontecerá em junho, em São Paulo, e em outras datas em outras cidades. Clique aqui para acessar o site da Call Daniel e saber mais.

Mar
24

TV Vida Real no Itaú

17361887_1305119922871003_2891208737620797515_n

No dia 22 de março, foi realizada uma live na fan page do Itaú no Facebook junto com a Natália Arcuri (do blog Me Poupe) e com a Fran Guarnieri (do blog Morando Sozinha), para a TV Vida Real – uma ação do Itaú para entretenimento financeiro. Muito legal!

Eu, Fran Guarnieri e Nathalia Arcuri em uma ação muito legal do Itaú hoje! Confira na fan page e no canal do Itaú! #TVVidaReal #publipost

Uma publicação compartilhada por Vida Organizada ? (@blogvidaorganizada) em

Veja a live na fan page do Itaú (clique aqui)!

Foi muito bacana participar e conhecer as duas pessoalmente.

Oct
21

Reestruturações do layout e ano 7

Eu confesso que estou segurando posts e com pouca inspiração para postar no Vida Organizada não por falta de ideias, mas porque o layout do blog está para ser mudado e, por isso, eu quase não consigo ter vontade de postar no modelo atual. Por isso, peço que me perdoem, mas gostaria de falar um pouco sobre o que tem acontecido no “backstage”, para vocês terem uma ideia das novidades.

Toda essa reestruturação do layout nasceu do propósito que é tornar o blog com mais carinha de blog de novo. O Vida Organizada teve um layout muito “fofo” há alguns anos, que a maioria dos leitores gostava, que foi inspirado no universo das agendas e dos post-its, e eu gostaria de retomar aquilo, porém não tão delicado, e sim mais associado ao lado criativo da organização: como tirar suas ideias do papel e ter grandes realizações. Bem, meu conceito de organização. 🙂

Com base nisso, procurei uma agência para fazer um estudo de tudo, até do logo. Estamos trabalhando juntos e esta semana já recebi a primeira versão do novo layout, pedi ajustes, então estamos nesse processo.

Em paralelo a isso, tenho feito alguns investimentos para essa nova fase do blog, o que inclui cenários para vídeos e fotos, equipamentos e outras providências. Essa parte tem sido muito divertida e eu não vejo a hora de compartilhar esse novo formato de conteúdo com vocês!

cenarios-fotos

Acho que vale a pena falar também sobre o meu estado de espírito ultimamente. Eu entrei em um ano 7 e, se você conhece um pouco sobre numerologia, já deve saber do que estou falando. Se não conhece, primeiro recomendo o trabalho da Wanice, do Armazém da Energia, que é parceira do blog e fez o meu mapa numerológico. Estar em um ano 7 significa sentir mais necessidade de olhar para dentro, ficar um pouco mais reclusa, e eu tenho sentido muito isso. Ainda não aprendi a conciliar com o meu trabalho de uma maneira geral, visto que trabalho com comunicação, mas estou nesse processo e respeitando meus próprios sentimentos.

Tudo isso é importante porque tem a ver com o próprio fato do por que eu tenho um blog sobre organização. Eu já escrevi sobre isso, em um texto de 2011 (lá se vão cinco anos!). Os motivos continuam os mesmos, mas hoje vejo um quarto motivo muito importante, que é trazer alegria e inspiração no dia a dia para as pessoas. Um valor muito forte que eu tenho é o da criatividade, e desde o coaching eu descobri que quero expressar esse valor em tudo o que eu faço, especialmente nos posts. Então toda essa reformulação do visual do blog, a reestruturação do calendário editorial em todas as frentes (blog, YouTube, Instagram), tudo isso vem de dentro, assim como tudo o que eu elaboro em paralelo (palestras, cursos, coaching).

É muito importante para mim ter um espaço como este blog para escrever sobre esse processo criativo e poder compartilhar com outras pessoas que gostam de saber como ele se desenvolve para mim e também trocar ideias com outros profissionais que realizam trabalho semelhante. A ideia é deixar o Vida Organizada como uma revista digital em formato de blog, sempre com dicas e textos relevantes para inspirar a organização pessoal, a produtividade e a organização da casa. Estou bastante satisfeita com o direcionamento de ambas as coisas.

Oct
03

Discutindo sobre feng shui e organização

A primavera chegou feliz por aqui.

Um dos meus inúmeros projetos em andamento nos últimos meses tem a ver com o assunto feng shui. O feng shui é a arte chinesa de organizar espaços alinhado com a natureza, trazendo suas influências benéficas. E, com a mudança para a casa nova, tenho tido ajuda para harmonizá-la de uma maneira que faça sentido para mim. Tem sido um período de aprendizado introspectivo que agradeço muito, pois tem me permitido lidar com um lado criativo inesperado, gostoso e até divertido no dia a dia.

Há diferentes estratégia para o estudo e a aplicação do feng shui nas residências, e a arte chinesa tem me deixado claro como ela tem a ver com o processo de organização como um todo – para manter em casa só aquilo que você gosta, organizar os objetos harmonicamente e também buscar soluções que façam sentido de acordo com a vida dos moradores. Quem tem me orientado nesse sentido é a Wanice Bon’Ávigo, do Armazém da Energia, e a ´Érika, que trabalha com ela. No último sábado, tivemos a oportunidade (a Carol e eu) de irmos até a casa da Wanice tomar um delicioso chá e conversar sobre essas lateralidades.

armazem-vida-organizada

Além de termos sido tão bem recebidas e tomarmos um chá delicioso (com direito a uma cuca de amora que deixará lembranças), pudemos conversar também sobre o nosso trabalho e sobre ideias para o futuro.

Diz-se que a primavera é uma estação amena, de transição entre o inverno e o verão. Nessa época tenho pensado sobre as minhas atividades e florescendo iniciativas de aperfeiçoamento interno, que se refletem também em tudo o que eu faço. Estar em tão boa companhia nesse processo faz uma diferença enorme em todas as frentes.

May
30

Eu fui: O triunfo da cor

the-harvest-emile-bernard

Aí tem umas coisas que você não pode deixar de ir ver mesmo. Até exposições que podem soar um pouco bagunçadas para quem gosta de arte (“artistas pós-impressionistas” são muitas, muitas pessoas, com muitas, muitas técnicas diferentes), mas o foco foi efetivamente o uso da cor e sua evolução estética, e lá fui eu, Thais, aproveitar a oportunidade de ver de perto obras tão especiais que, se não fosse pela em breve finada (aguardem) Lei Rouanet, teria que visitar o Museu d’Orsay para conhecer (não que seja enorme sacrifício, mas não tenho intenção de fazê-lo tão brevemente).

Eu fico bastante emocionada na presença dos quadros do Van Gogh porque as pinceladas dele são extremamente marcantes, por isso gostei muito do primeiro módulo da exposição, marcada justamente pela exploração das cores primárias. Cézanne e Toulouse Lautrec são outros dois preferidos. Mas sinceramente fiquei impressionada com o trabalho de Paul Ranson e todo o módulo dos Nabis: parecia que você estava acessando uma espécie de portal ao entrar na galeria e ver aqueles quadros de perto todos juntos. É uma experiência emocional, de fato. Não há nada que se compare. Sei lá, questão de química. O negócio mexe com você por dentro de uma forma!

paul-ranson-the-witch

Eu <3 arte.

[accordion title=”Saiba mais: sinopse da exposição, informações e como ir”]

O triunfo da cor reúne, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), quadros de mestres do pós-impressionismo, como Vincent Van Gogh, Paul Gauguin, Toulouse-Lautrec e Paul Cézanne. São artistas de tendências distintas que se reuniram em Paris no final do século XIX, buscando, através do uso das cores, libertar-se do naturalismo na pintura. Lançaram, assim, os alicerces da arte moderna. As 75 obras foram emprestadas pelo Museu d’Orsay, prestigiosa instituição francesa. Entre elas há quadros como A italiana, retrato que Van Gogh fez de sua modelo e amante Agostina Segatori, e Mulheres do Taiti, obra que inaugura uma revolução na pintura de Gauguin.

Com curadoria de Guy Cogeval, presidente do Musée d’Orsay; de Pablo Jimenéz Burillo, diretor cultural da Fundación MAPFRE; e de Isabelle Cahn, curadora do Musée d’Orsay, a mostra pretende repetir o feito da exposição Impressionismo: Paris e a modernidade, que foi a terceira mais visitada do mundo, em 2012, e marco de uma nova relação do público com as artes e grandes nomes da pintura.

A exposição está dividida em quatro módulos. O primeiro é A cor científica, uma seleção de obras inspiradas nos estudos de Michel Eugène Chevreul, cuja técnica consistia em aplicar na tela pontos justapostos de cores primárias e que se tornou muito conhecida nas mãos de Van Gogh.

O segundo módulo, No núcleo misterioso do pensamento. Gauguin e a escola de Pont-Aven, inclui obras de Paul Gauguin e Émile Bernard a partir de uma pintura sintética, com cores simbólicas e a presença de desenhos nos contornos e silhuetas, refletindo mundo interior e poético.

No módulo três, Os Nabis, profetas de uma nova arte, o tema é a ideologia de um grupo de artistas que defendia a origem espiritual da arte, utilizando a cor como elemento transmissor dos estados de espírito. Já o quarto e último módulo, chamado A cor em liberdade, apresenta obras de artistas do final do século 19 e início do século 20, com inspirações que vão da Provence à natureza tropical.

O triunfo da cor é mais uma exposição histórica sobre arte moderna e ficará em cartaz, no CCBB de São Paulo, até 7 de julho. Depois, irá para o CCBB RJ, podendo ser visitada de 20 de julho a 17 de outubro. Mais informações estão disponíveis no site do CCBB.[/accordion]

 

Jan
04

Recomendação pessoal para leituras em 2016

Apesar de adorar objetivos e planejamento, com as leituras minha experiência me ensinou a ser um pouco mais livre e deixar rolar. No entanto, como pretendo chegar a 100 livros lidos este ano, fiquei pensando em algumas recomendações que quero seguir para chegar nessa meta.

Pode parecer chato fazer assim, mas eu deixei muitos livros inacabados ano passado e, se eu não tiver uma disciplina mínima, posso repetir este ano (o que não quero). Vou tentar então ir um pouco na contramão dos meus costumes e procurar estabelecer a leitura de 8 a 9 livros por mês para ver se chego lá.

Essa é a recomendação que vou tentar seguir:

  • 1 livro grande
  • 1 clássico
  • 1 de História
  • 1 biografia
  • 1 de auto-ajuda
  • 1 de administração ou trabalho
  • 3 livres

Vamos tentar fazer funcionar!

Dec
31

Balanço de livros lidos em 2015

Eu li 53 livros em 2015, o que era a minha meta inicial (um por semana). 2015 foi o ano que eu li menos livros, sinceramente. Eu fiquei muito envolvida no estudo das certificações e, apesar de ter passado muito tempo lendo, não foram tantos livros terminados, e sim muito material de cursos.

Captura de tela 2015-12-31 11.06.59 Captura de tela 2015-12-31 11.07.28

2015 também foi o primeiro ano que eu controlei minhas leituras 100% pelo Skoob e achei que deu muito certo. É simples: basta marcar que está lendo um livro e ir gravando seu histórico de leitura. Quando você chega ao final de um livro, ele marca automaticamente como lido no ano em que você está.

Eu pretendo continuar com essa meta mínima para 2016 (um livro por semana), mas espero chegar aos 100 livros lidos, se possível.

Meus livros lidos preferidos em 2015 foram:

  • Todos os livros relidos do David Allen, claro.
  • Todos os livros relacionados ao Steve Jobs e à Apple.
  • A biografia do KISS (Nothin’ to lose)
  • Os livros do Jim Collins

E aí eu percebo também que quase não li nenhum livro de ficção este ano. Não me cobro tanto, porque sei que foi um ano dedicado à minha formação profissional, mas vou tentar mudar esse quadro em 2016.

Dec
29

Nova obsessão: America

America_-_Hearts

Eu sempre gostei da banda, mas atualmente tem sido uma verdadeira obsessão. Eu agradeço o Spotify por liberar uns álbuns bacanas da banda. Ouço todos os dias. Abaixo, o “Archives, Vol. 1”:

Gerry Beckley, Dan Peek e Dewey Bunnell eram três americanos muito jovens, que na época em que foram descobertos (por Jerry Lordan), em 1970, viviam em Londres. Seu som acústico, quieto, causou surpresa e fascínio. O America teve dois grandes hits internacionais seguidos, ‘A Horse With No Name’ e ‘I Need You’, ambos tirados de America, seu primeiro álbum, de 1971. Com este álbum, venceram o Grammy de banda revelação de 1972. A música do America, então, era uma versão refinada (não melhor, porém) do folkanglo-americano de Crosby, Stills & Nash. Beckley, Peek e Bunnel tocavam e cantavam imitando (talvez não intencionalmente) Neil Young. Até meados dos anos 70, pelo menos, America foi um nome sólido, com álbuns acima da média e hits de médio impacto, como ‘Tin Man’ e ‘Sister Golden Hair’. No Final dos anos 90, o America, com a mesma formação, ainda estava ativo, vivendo de suas antigas glórias. (Fonte: Wikipedia)

O America nunca foi uma dessas bandas conhecidas pela virtuosidade de seus músicos ou por canções de grande destaque, mas é um grupo interessante, gostoso de ouvir e que remete aos nostálgicos anos 1970 (que não vivi, por sinal).

Minhas três músicas preferidas:

[disclaim]Clique aqui para acessar a página da banda no Spotify[/disclaim]

Dec
28

Minhas coisas preferidas para fazer em Amsterdam

Este post está cheio de clichês de turistas, mas são coisas que eu realmente gosto de fazer. Tenho o privilégio de ir à cidade pela quarta vez dentro do período de um ano e falar sobre ela me deixa feliz. Muitos dos itens na lista a seguir podem parecer bobos ou até absurdos para quem mora na cidade, mas eu sou turista e gosto é uma coisa pessoal. Não tenho a menor pretensão com relação a isso. Seguem então algumas das minhas coisas preferidas lá:

Aulas de desenho no Museu do Rembrandt

Existe um Museu do Rembrandt construído na casa onde ele morou durante muitos anos. O museu em si é emocionante e uma atração à parte – eu fiquei bastante comovida quando entrei lá e vi os objetos, as coleções, as ferramentas de desenho e pintura, a cama onde ele dormia, mesmo a cozinha. O museu já é uma atração que vale a pena mas, não contentes com isso, o staff oferece aulas de desenho gratuitas para os visitantes. Basta aparecer nos horários corretos (sinalizados por eles diariamente no próprio local) e participar. Cada aula é temática (por ex: desenhando pessoas) e se trata de uma experiência inesquecível.

Filial da Paperchase no Bijenkorf

A Paperchase é uma loja inglesa que tem uma filial no shopping Bijenkorf, em Amsterdam. Para quem é aficcionado por papelaria, pode reservar alguns euros (ou libras – mesmo na Holanda eles também aceitam a moeda) para comprar algumas coisas por ali. São linhas especiais para cada época do ano com objetos lindos mesmo, além de cadernos, agendas, acessórios e toda sorte de materiais que vai fazer qualquer um que goste do assunto pirar a cabeça. A Paperchase também vende algumas marcas tradicionais, como Moleskine e Filofax. Em todas as vezes que fui à cidade, levei várias comprinhas para casa porque não resisti (e sempre preciso me conter MUITO para não levar muita coisa).

The Ritman Library

Curte ocultismo? Pois fique sabendo que, em Amsterdam, existe uma biblioteca hermética cuja entrada te lembrará a casa do Sirius (Harry Potter), com uma fachada praticamente invisível aos trouxas. Com um único emblema discreto, é necessário tocar a campainha e responder algumas perguntas antes de entrar e pagar o ingresso (5 euros) para conhecer o conteúdo. Além de biblioteca, este fantástico local também é um museu com peças raras da história do ocultismo mundial. Seu acervo total contempla mais de 25 mil livros e é um espaço surpreendente. Você não pode imaginar o tamanho da biblioteca ao andar pela rua deserta e passar pela porta.

Broekmans & Van Poppel

broekmansenvanpoppel

Trata-se de uma livraria (seria injusta em dizer que é só isso) especializada em música clássica, com muitos livros de partituras para piano, violino, celo, entre outros, além de acessórios de todos os tipos para músicos. Também vende caixinhas de música e outros objetos relacionados. É uma loja tão mágica, que remete tanto a outro século, que dá vontade de visitar sempre apenas por causa disso. Fica em frente à Museumplein (ou praça dos museus, para os não iniciados), bem fácil de chegar.

Passear pelo Jordaan

Jordaan é um dos bairros mais hipsters de Amsterdam, com lojas, cafeterias (de verdade, não coffee-shops apenas), bistrôs, pessoas felizes, flores e movimentação no geral. A música teve um papel importante no Jordaan, e alguns dos melhores cantores desse bairro são homenageados com uma estátua no “Brouwersgracht”. É como se fosse a Vila Madalena de Amsterdam. É um bairro delicioso para caminhar e se perder nas ruas, observando as casas. No Jordaan está localizada a famosa casa da Anne Frank, ponto turístico da cidade.

IJscuypje

Estavam esperando que eu falasse sobre comida? Pois bem, aqui trata-se de uma indicação do Ducs sobre o melhor sorvete do mundo, segundo ele, e que pude comprovar sua veracidade nas últimas visitas. Os de frutas são maravilhosos, assim como os cremosos. Não dá para indicar um ou outro – vá e se acabe com um sabor por dia. A sorveteria é uma rede espalhada por diversos cantos da cidade.

Vlieger

366824

Vocês já devem ter percebido que eu sou viciada em papelarias, certo? Na verdade, eu adoro muito artes em papel, e andando pela cidade e conversando na IJscuypje, fiquei sabendo da existência dessa papelaria e dei um pulo para conhecer. Para quem gosta de arte em papel, é um paraíso. A loja é bem antiga e não é muito grande – tem dois andares, mas é tudo muito à moda antiga. Você tem a sensação de estar visitando realmente uma papelaria com mais de um século de existência. Vendem até mapas! Enfim, um lugar maravilhoso que vale a pena visitar se você for fã de papelarias como eu.

Queijos

Em qualquer lugar, queijos são baratos e maravilhosos na Holanda. Mesmo os queijos de fabricação francesa custam mais barato do que aqui (uma fatia gigantesca de queijo brie custa 2 euros, em média). Existem lojas especializadas em todos os pontos mais turísticos e movimentados de Amsterdam, mas até no mercado você encontra certa variedade e consegue experimentar coisas diferentes. O que não dá é ir para a Holanda e não comer mil tipos de queijos. O tradicional queijo da cidade de Gouda é encontrado em todo lugar.

Canal bus

Sei que quem é residente deve ficar com os cabelos em pé lendo sobre algo tão voltado a turistas (o que eu sou), mas trata-se de um passeio que, na minha opinião, é muito especial para quem não mora na cidade. Trata-se de um barco que serve como meio de transporte (“ônibus do canal”) nos canais de Amsterdam, parando nos pontos principais e fazendo uma narração guiada dos principais pontos turísticos da cidade. Dá para ir sentada de boa, comendo um lanchinho comprado previamente no Hema ou no Albert Heijn, conhecer um pouco da história da cidade sem precisar caminhar (e se cansar) tanto, além da possibilidade de descer onde você quiser e sempre voltar, se você tiver comprado o passe para 24 horas (que eu recomendo). Quando voltei à Amsterdam pela primeira vez, fiz esse passeio duas vezes. Foi uma ótima maneira de me despedir da cidade no último dia. Fiz questão de gravar mentalmente cada momento, desenhar as casas, curtir mesmo. Eu acho que vale a pena, mesmo sendo programão de turista.

The English Bookshop

TheEnglishBookshop

Esqueça a Livraria Cultura do Conjunto Nacional! Esta loja tem cinco andares (se não me engano) e livros maravilhosos, hard-cover, além de acessórios-mil para leitura (marcadores, flags, bolsas) e material de papelaria que não se encontra em outros lugares. Dá para perder um bom par de horas lá dentro (e vários euros, se você não se controlar). Fica em um lugar super movimentado (quase no coração da Kalverstraat – rua conhecida por ter muitas lojas), bem de esquina.

Passear pelo Prinsengratch

Este é o meu canal preferido de Amsterdam – o “canal da princesa”. Também servia como ponto de referência para mim em minhas andanças. Nada como passear pelo canal, observar o que está acontecendo, ver as bicicletas passando e pensar: “Caramba, estou mesmo em Amsterdam!”.

Rijksmuseum

IMG_8449

Sei que este é clichê, mas é um museu tão maravilhoso. Sua arquitetura é fantástica (era um mosteiro antes), ele está em um ponto-chave da cidade, com um gramado delicioso em frente, além de ter a famosa placa “I Amsterdam”, onde todo mundo para pra tirar foto. Além disso, o acervo do museu é fantástico – impossível absorver tudo em uma única visita. Você pode fotografar e até desenhar os quadros. A loja do museu também tem muitos souvenirs bacanas, se você estiver procurando presentes legais para levar para casa.

E é isso. Espero que tenham gostado da minha lista. <3